Rádio Irani

Severino, padeiro e “patrimônio”

Com mais de três décadas no quadro de colaboradores, funcionário “de carreira” faz parte da história do Irani

Severino, padeiro e “patrimônio”

      Severino Hirt é padeiro do Irani há 31 anos. A carreira na empresa começou com a inauguração da unidade do Floresta. “Eu morava em Medianeira e fui indicado para trabalhar em Cascavel. Vim para conhecer o serviço e já comecei”, conta. Foi uma decisão acertada, uma parceria que atravessou décadas e que ainda rende bons resultados. Levando em consideração idade e tempo de serviço, Severino poderia escolher não estar mais trabalhando. Mas, esbanja saúde e disposição e, além disso, não esconde que gosta do que faz. “Por todas estas razões, minha decisão é continuar sendo parte da empresa”. Ao longo do tempo foram muitas histórias. Uma delas retrata a reciprocidade de uma relação de confiança. “Me surpreendi já no primeiro dia de trabalho. Eu morava na casa do meu irmão, no Parque Verde, do outro lado da cidade. Vim para o Floresta e precisava buscar umas roupas. No primeiro dia de serviço o Daniel, um dos sócios do Irani, sem nem mesmo me conhecer, pegou a chave de uma kombi e entregou na minha mão. Ele nem sabia quem eu era. Daquele dia pra cá sempre penso em dar o meu melhor”. 

      Severino é também parte da memória viva da história do Irani. Há 31 anos, a loja do Floresta era bem diferente. E na época, manter o mercado no bairro foi considerado um ato corajoso, quase heróico. “Quando o Irani inaugurou no Floresta, tinha gente na cidade que achava loucura. Era uma região difícil em todos os sentidos”. Um bairro distante, com pouca infraestrutura. Enquanto muitos viam apenas os contras, a família Pegoraro, com olhar visionário, se via diante de uma grande oportunidade. “No início, éramos em dois padeiros, mercado pequeno, de madeira. Hoje estamos em dez e fazemos parte de uma loja gigantesca”, relembra Severino.

      Outra curiosidade é que o padeiro de larga experiência era “expert” em várias receitas. Uma lhe rendeu fama: bolachas caseiras. “Tinha gente que atravessava a cidade em busca dos biscoitos. De repente, popularizou”. A trajetória do Severino no Irani não lhe rendeu apenas uma profissão, mas uma história de vida. “Muita coisa mudou. Cheguei solteiro e há 30 anos estou casado. Tenho filhos, família, comprei casa, carro e moto. O que preciso para viver, consegui. Participar dos 50 anos do Irani é muito gratificante, porque a história do mercado é também a minha história. Dá orgulho de trabalhar numa firma e assistir seu crescimento”.